Faz uns meses que foi lançado para o PS3 o jogo Heavy Rain – e o resultado é surpreendente. O jogo é quase um filme, e você controla quatro personagens – as quatro linhas do enredo, que se cruzam aos poucos.
Suas ações: todas as cotidianas, e outras micro, desde cozinhar para o filho, até tomar ou não drogas – você toma decisões o tempo todo e elas influenciam no final do jogo (são sete).
Ou seja, um filme em que você decide o que fazer. Não tem game over, não tem como perder. Só assistir a finais diferentes.
A grande sacada é a seguinte: ao realizar pequenas ações, você se envolve com seu personagem muito. E é um roteiro bem acabado, um história muito bem contada: os personagens estão atrás do Assassino do Origami – um homem do fbi, um detetive, o pai do menino sequestrado pelo assassino, e uma jornalista. Cada uma a sua maneira.
Não se trata de uma manifestação artística, ainda. Vejam: ainda tem muito o que se explorar nesta linguagem nova, e o fato destas produções dependerem do lucro desacelera a evolução artística dos jogos.
Mas com o tempo, acontecerá.
Há de surgir alguém corajoso o suficiente que invista na arte dentro dos jogos.
Heavy Rain é um sinal claro para isso.
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